Jantar com mãe e irmã, diante da novela.
Na novela uma mulher bêbada, totalmente sem controle emocional ou alguma capacidade de julgamento, percepção ou qualquer outro sentido equiparável ao de seu estado normal, deprimente.
Quadro seguinte: Pai nervoso.
Querendo acalmá-lo, um garoto diz:
"Calma, é só bebida, é normal!"
...
É só bebida? É normal?
...
Pensemos leigamente, se possível:
Num mundo onde uma droga é ilegal, marginalizada, traficada, associada somente a coisas ruins, popularmente divulgada como vilã, viciante, medonha...tenha medo dela! Ela pode acabar com a sua vida.
Uma pessoa drogada! É a hora de ter medo. Ela tropeça, fala coisas sem sentido, perde o poder de julgamento, fica violenta, vomita, não lembra do que fez...é capaz de morrer. Ou matar.
Você teria medo?
Agora mudemos de mundo, e de droga:
Num mundo onde uma droga é ilegal, marginalizada, traficada, associada somente a coisas ruins,
popularmente divulgada como vilã, viciante, medonha...tenha medo dela! Ela pode acabar com a sua vida.
Uma pessoa drogada! É a hora de ter medo. Ela fica calma, lerda, não passa mal, fica com os olhos vermelhos, se sente bem.
Medonho?
Seja racional e sincero: Qual das drogas vc teria algum receio de usar? Qual é mais prejudicial? Qual é mais perigosa?
E...qual você considera normal, vê, sem espanto, apologias ao seu uso dia e noite?
E qual você considera marginalizada, passível de fazer seu usuário ser julgado com um enorme preconceito?
Pois é, os fatos são claros, já sua cabeça, nem tanto.
Cultura de merda.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
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